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Inspiração

El Tiempo Al Tiempo | Once upon a time

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A produtora espanhola Once upon a time realiza documentários, peças multimídia, fotografia e tudo o mais. No vídeo “El tiempo al tiempo“, o grupo explora a vida de Emílio Sánches González, um relojoeiro de Almeria, também na Espanha. O personagem é absolutamente maravilhoso. Imaginem só, um velhinho relojoeiro, que vive sozinho pensando sobre o tempo, a música os a tecnologia do rádios. Do ponto de vista técnico, tudo também é perfeito: uma belíssima fotografia, ótima luz, so som também é muito bom’; enfim, tudo absolutamente (quase)perfeito.

"El tiempo al tiempo" - Grupo Once Upon a Time (clique na imagem para ver o vídeo, ou veja no fim do post)

Particularmente, vejo um problema relevante, que torna o resultado final não tão bom quanto o material parece permitir: a falta de foco. Não há uma estória sendo contada, mas várias. E elas não se conectam tão bem (os relógicos, a música, sua família e os rádios). O final, que poderia dar um sentido à toda narrativa, também não apresenta uma resolução satisfatória para nenhum dos caminhos abertos durante a entrevista. Assuimir uma estória apenas, e cortar o tempo pela metade, talvez tivesse produzido um final mais impactante.

Nesse tipo de produção, o que se busca não é uma investigação exaustiva sobre um tema ou personagem – como num documentário convencional. O que importa no webdocumentário, que é um gênero ágil, é a transformação de uma estória numa narrativa que tenha a capacidade de fazer com que o expectador se conecte a ela. Muitas vezes você terá poucos segundos para convencer seu público de que perder 5, 6, 7 minutos valerá a pena. E quando se está lidando com temas urgentes e importantes, como os temas políticos, ambientais, saúde, educação e etc, essa capacidade de impactar as pessoas é uma qualidade essencial que pode determinar o sucesso ou o fracasso em disseminar sua mensagem.

Outra coisa que me incomoda um pouco é a música de abertura. Acho que não seria necessária. Como muita gente, acho que quando há um personagem para segurar a estória, a música, quando requerida, deve ficar em segundo plano. E, a não ser quando se faz a opção de transformar a música num personagem também, ela não deve jamais se sobrepor às imagens e/ou ao seu personagem.

Mas vejam o vídeo, vale a pena pelo pesonagem e como exercício também:

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About Carlos Henrique R. de Siqueira

sociólogo e historiador, com interesses em fotografia documental, fotojornalismo e produção multimídia. sociologist and historian interested in documentary photography, photojournalism and multimedia.

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